África

  1. MOÇAMBIQUE – Nome originário de “Mussa Ben Bique”, árabe califa e marinheiro que navegava nas costas da África Oriental a negociar com os nativos e acabou por se fixar na ilha, quando Vasco da Gama por lá passou, a sua frota foi confundida com a de Mussa Ben Bique, tendo a população recebido bem Vasco da Gama com aplausos e gritando pelo nome do árabe navegador, e assim Vasco da Gama passou a chamar de Moçambique a esta Ilha do Norte do actual Moçambique, mais tarde tb chamando ao pais todo de Moçambique. 
  2. MAURÍCIAS - Nome dado em honra do príncipe holandês Maurice de Nassau. 
  3. MADAGASCAR - nome da ilha na língua malgaxe: “Madagasikara”, termo derivado do proto-malaio que significa “Fim da Terra”, referência à grande distância percorrida por mar pelos primeiros colonizadores malaios/indonésios a chegar à ilha.REUNIÃO Ilha - território daFrança. Os navegadores árabes chamavam a ilha de "Dina Morgabin", "Ilha Ocidental". Os portugueses foram os primeiros europeus a chegar na ilha e a chamaram de "Santa Apollonia". "Reunião" foi o nome dado à ilha em 1793 por decreto com a queda da Casa de Bourbon na França, e o nome comemora a união dos revolucionários de Marselha com a Guarda Nacional de Paris, ocorrida em 10 de Agosto de 1792.
  4. ZIMBABWE - quer dizer “grande casa de pedra” “edifício de pedra” no dialecto karanga do ramo shona do Zimbabwe, pronuncia-se Dzimba-dza-mabwe. O seu primeiro nome foi Rodésia do Sul, nome dado por Jhon Cecil Rhodes e em honra a si próprio (RhodesRodésia (1853-1902), passando mais tarde só a Rodésia, pq o que era a Rodésia do Norte passou a chamar-se Zambia e Malaui, após a independência passou a Zimbabwé. A capital é “Harare”, era o nome de um chefe africano da área, que na língua nativa quer dizer “o que nunca dorme”, traduzindo á letra quer dizer "o que não é parvo" Os primeiros povos europeus a descobrir o edifício, foram os portugueses em 1531, Vicente Pegado, capitão de Sofala escreveu, pronuncia-se Simbaboé que na língua nativa quer dizer “casa do julgamento/Tribunal/casa do chefe” este forte o foi construida entre os séculos XXII e XV, entre os rios Limpopo e Zambeze, ladeado de colinas com grandes pedregulhos, os shonas foram durante muito tempo os povos dominadores da zona, tendo passado mais tarde a ser o povo “ndebele vindos da actual África do Sul”, até à data são as línguas mais faladas. Victoria Falls, tb conhecido como 'mosi oa tunya” na lingua nativa, que quer dizer o fumo que troveja/ribomba” Uma segunda teoria é que a palavra Zimbabwe é a contracção de dzimba-hwe que quer dizer “casa sagrada” “casa do culto” “casa venerada” no dialecto Zezuru do ramo Shona, e até hoje ainda se usa esta palavra dzimba-hwe para definir a casa do chefe tribal ou uma campa funerária que ambas situações simbolizam um local de respeito máximo. O afamado império do Monomotapa do Rei Salomão, era exactamente onde são as ruinas de pedras. 
  5. LIBERIA vem de “Liberdade, Livre” na Costa Ocidental de África, capital Monróvia, em honra ao presidente norte americano da época James Monroe. Foi descoberta pelos portugueses, pelo navegador Pedro Sintra em 1461 e deu o nome de Grand Cape Mount – Cabo do Grande Monte, tb conhecido por Cabo Mensurado, há tb quem chamasse Grain Coast. Foi fundada em 1821 por um organização de cariz humanitária, formada por oficiais da Sociedade Americana Colonizadora “The American Colonization Society” comprou um pedaço de terra à Serra Leoa, fundou uma cidade a que deu o nome de Monróvia aem honra a James Monroe, President de United States.  Foi fundada para negros livres já libertos da escravidão da América do Norte e dependentes dos E.U.A., começaram a chegar em 1822 e estabeleceram-se em Cabo Mensuarado com a ajuda da Inglaterra que era o país que tutelava/colonizava a actual Libéria. O sonho dos americanos era transformar este país, no refúgio perpétuo para os negros americanos que haviam sido deportados como escravos para os E.U.A., era habitada por 16 tribos mas as de maior expressão eram: “0s krus e os mande” e as línguas mais faladas eram estas duas, os kru a sudoeste e os mandingo a noroeste, tendo sido os maiores propagadores do islamismo. Foi o primeiro país de África negra a ser independente em 26 de Julho de 1847, o seu primeiro presidente foi um ex-escravo, mas o libero-americanos não foram bem aceites pelas restantes tribos porque as subjugavam da mesma maneira que os americanos os tinham subjugado, as tribos eram (mande, kwa e mel), e eles eram uma minoria de só 3% ao lado dos restantes. Sempre foram em menor número relativamente a outras tribos locais, mas em 1870 já havia 13.000 emigrantes e 60% eram os escravos já emancipados, libertados ou mesmo tendo comprado a sua liberdade.com o intuito de irem de vez para a Libéria. A Libéria era o único país de África em que o país colonizador nunca tinha conseguido controlar. O seu nome original não é muito certo, mas sempre foi conhecido por Cabo Mensurado, os americanos juntamente com alguns escravos a início instalaram-se na Serra Leoa e forma muito mal recebidos e alguns deles mortos, tiveram que fugir e instalaram na ilha ao lado do Cabo Mensurado conhecida por Providence island e mais nomes, mas tb não foram bem recebidos e optaram por entrar no país à força subjugando e coagindo os reis e as tribos locais Dey e reis Bassa mais próximas a assinarem a troca dos nomes do país e tb dos negócios portuários com uma arma apontada à cabeça. O último presidente libero-americano era neto de de um ex-escravo e chamava-se William R. Tplbert, foi acusado de ter desviado 200 milhões de dólares do tesouro do estado Liberiano e em 1980 foi morto e substituído por Samuel K. Doe que se opunha aos privilégios e regalias que os libero-americanos tinham. Governou a Libéria de um modo brutal e sangento por 10 anos até ser morto por um grupo de rebeldes. De 1989 até 1997 houve guerra civil. Até que um militar tomou controle do governo, Charles Taylor.
  6. ÁFRICA DO SUL – Capital Johanesburg. Em 1652 um grupo de holandeses fixou-se na África do Sul, na Cidade do Cabo ou Cabo das Tormentas conhecida como Cape Town, após terem sido escurraçados pelos portugueses ao tentarem apoderar-se da zona da Catembe, do outro lado da baia do Espírito Santo. Tendo-se movido mais tarde por rio em 18…. para a zona hoje conhecida como State of Orange, na província do Transvaal fronteiriça com Moçambique. Os holandeses julgavam que eram terras inabitadas de ninguém, mas na realidade pertenciam a uma tribo nómada A Grã Bretenha tomou controle sobre a colónia em 1795 depois das guerras Napoleónicas.  O governo britanico começou por comprar a liberdade dos escravos aos holandeses que achavam que era muito pouco, então em 1835 o governo aboliu a escravidão (23 anos antes dos USA abolirem) e os colonos holandeses mais conhecidos por bowers que quer dizer camponês. Em 1867 descobre-se ouro e diamantes no território o que provoca uma ida de muitos britânicos para o território, houve guerra de 1899 a 1902 entre bowers e britanicos em que a Grã Bretanha saiu vencedora. O país chegou a te e ainda tem 3 grandes zonas distintas, divididas respectivamente entre ingleses, holandeses e alemães, mas os bowers sempre se acharam os donos e proprietários da terra e a princípio impuseram a sua língua holendesa mudando-lhe o nome para africander e era obrigatório estudá-la na escola. 
  7. A cidade chamada NATAL na África do Sul, ficou com este nome porque a frota de navegação de Vasco da Gama, avistou terra e atracou neste porto natural a 25 de Dezembro de 1497. Mal recebidos pelo povo zulu continuaram a navegar e em Janeiro de 1498 chegaram á cidade que hoje se chama Inhambane, abasteceram-se de alimentos e seguiram para o Norte tendo atracado na Ilha de Moçambique permanecendo somente 2 dias, pois o seu objectivo era descobrir o Caminho Marítimo para a Índia, foram acompanhados por nativos de raça negra e outros com aspecto de indianos, as embarcações que usaram na época até à data são usadas pelos nativos Indonésios. 
  8. QUÉNIA - Nome do páis e tmabém de um monte, o Monte Quénia teve o nome actual qie lhe foi dado pelos europeus que escreveram, o Quénia a partir da palavra "kiinyaa” da tribo Akamba. Os primeiros missionários, Johann Ludwig Kraft e Johannes Rebmann, foram levados para o interior do Quénia pelos Akambas muito distante da rota de comércio, quando eles perguntaram o nome da montanha foi-lhes dito que era "kiima kya kenia”. "kenia" na língua kamba significa brilho, ou a brilhar, daí os Akambas se referirem à montanha como a montanha que brilha, ou a “montanha que brilha”. Uma outra versão é que Kenya é um nome muito comum e bonito para se registar uma menina porque acham que dá sorte. Pronuncia-se KEEN yah. Na língua banta dos Kikuyus Quénia quer dizer "a morada dos deuses". É geralmente referido como "o berço da humanidade". No entanto na língua banta massai, Quénia vem de “Erokenya” que quer dizer “Neve”. Existe ainda outra versão de Lady Delamere filha de um ex governador colonial do Quénia, que diz que a palavra Quénia vem de “Kirinyaga” que na língua kikuiu quer dizer “Cabeça branca, cabeça de pai, cabeça de velho” já que os velhos, é que geralmente têm a cabeça branca 
  9. TANZANIA actualmente e ex TANGANYIKA, a palavra vem de “Tanganyika + Zanzibar”. Tanganyika país da costa oriental africana e independente desde 1961. Houve um sultano árabe que governou Zanzibar incluindo a ilha de Pemba, transformando-os num sultanado tornou-se protectorado inglês até sua independência em 1963. A união dos Estados Independentes da Tanganhica mais Zanzibar é que criou o país (Tanzania) em 1964, vindo este nome das primeiras sílabas de “Tanganyca e Zanzibar” No princípio chamou-se Rapública Unida da Tanganyica e Zanzibar. Capital Dar Es Salaam estando a ser preparada uma outra capital de nome Dodoma. 
  10. DAR-ES-SALAAM – quer dizer “terra da paz porto/cais/lugar/paraíso da paz” em árabe. Capital da Tanzania, este nome dado pelo sultão Seyyid Majid de Zanzibar por volta de 1857, o seu nome anterior era Mzizima que em swali quer dizer “cidade/vila saudável” tb Bagamoyo foi capital que fica 75kms a norte de Dar Es Salaam, porto onde eram guardados os escravos antes de seguirem para Zanzibar e depois para o seu cativeiro. Está a ser preparada uma outra capital de nome Dodoma. 
  11. ZANZIBAR ilhas, quer dizer "terra dos pretos" é uma palavra de origem árabe-persa, vem das palavras:- "Zinj" quer dizer preto/negro e "barr" quer dizer ilha, terra rodeada de mar. O seu nome original antes dos árabes chegarem era “Onguja”... mas tb “Zan” quer dizer “floresta” em swali. Seu nome original foi “Za-ng-e-bar”, mas como na fonética suahili ñ existia o “GI” passou para “ZI” mas tanto em swahili como em árabe, “bar” quer dizer terra rodeada de mar, pq se for terra na placa continental, chama-se “STAN”. Zanzibar se fosse continental chamar-se-ia “Zanzistan”, como Paquistan, Afganistan, Hindustan, Azerbeijan, Cazaquistan, Uzebesquitan, etc... Claudio Ptolomeu / Claudius Ptolomey, geógrafo e astrónomo e tb outeos árabes navegadores, referiam-se à costa oriental de África como sendo a “Azania” do mar Eriteus (actual mar vermelho) onde se situa a Eriteria, nessses escritos tb aparece muitas vezes a Ilha de Zanzibar como sendo “o povo zingi, zanj”... a costa oriental africana foi visitada, habitada antes de Cristo nascer, os portugueses foram os primeiros europeus a chegarem através do sul do oceano Índico, dando a volta ao continente pelo Atlantico, mas a chegada a Zanzibar podia ser feita por Alexandria e Mar Vermelho que na época era Mar Eritreu.  KARIBA lago – quer dizer “pequena armadilha”, nome de um grande lago que pertence aos grandes lagos africanos entre o Zimbabwe e a Zâmbia. 
  12. KILIMANJARO quer dizer “monte grande” “kilima” pequeno monte “jaro” grandíssimo.  COMORO, COMORI ou COMORES quer dizer “o lugar do fogo” de origem swali, a palavra “Ko de Komori é uma locativa, advérbio de lugar” (em, no, na) “Moro quer dizer fogo, calor excessivo” a sua capital Moroni tb quer dizer o mesmo “Ni  de Moroni tb é uma locativa) SEYCHELLES – quer dizer “coco do mar”  
  13. SWAZILANDIA vem de “Nswati” em dialecto “emaswati” nome da tribo/povo dominante da terra e acabou por se adoptar o nome de Swazi-land ao país. Oficialmente é conhecido como o Reino da Swaziland  tem 17,366 km2, fica no Sudoeste de África, a Norte, Sul e Oeste faz fronteira com a África do Sul, a Leste com Moçambique.   Em 1840 Nswati II auto-proclamou-se rei. O povo mais antigo conhecido na zona que é agora Suazilândia era o Ndwandwe, que viveu no sudeste. No meio do século XVIII os Ndwandwe derrotaram os povos de Ngwane, que se tinham fixado na região sul. Os Ngwane estabeleceram-se no sudoeste, e guerreavam constantemente com os Ndwandwe. O fim do século XIX foi marcado por uma série de guerras locais prolongadas, centrando-se em torno dos poderosos Zulus ao sul (ver o mfecane). O líder Sobhuza da tribo Ngwane, em 1820 conduziu a seus povos a umas elevações nos montes no ponto mais alto para escapar aos ataques dos bárbaros zulus, época em que os Ngwane tornaram-se conhecidos como os Nswatis, e Sobhuza estabeleceu o reino da Swazi em que o centro do reino era a actual Suazilândia. (Os antepassados do clã Dlamini faziam parte de um grupo, que alcançou a área da baía de Delagoa (agora Maputo) actual Moçambique, no fim do século XV e inícios do século XVI um pouco antes da chegada dos portugueses, vindos da área dos Grandes Lagos. Lá estabeleceram-se como parte do grupo do povo Thembe-Thembe-Tonga até  a meio do século, quando, provavelmente por causa do conflito hierárquico com os donos da terra, moveram-se para sul ao longo da planície litoral entre as montanhas e o oceano Índico, "scourging o" como menciona e elogia o hino real. Até essa época chamaram-se Emalangueni, por haver um Langa guerreiro ancestral. (Os Swazis são um povo de origens culturais e linguísticas Bantu, mas na expansão dos Nguni originários do leste da África central, e com expansão a sul dos povos Nguni, no fim do século XV o Swazis atravessaram as margens do rio de Limpopo e estabeleceram-se a sul Tongaland (actualmente conhecido por Moçambique). Seu líder era Dlamini, um homem de origens Nguni. Mais tarde, ambos povos vivendo sobre grandes pressões de falta da terra levaram estes dois grupos à guerrilha, da qual os swazis saíram derrotados vendo-se obrigados a avançar para a parte central da moderna Suazilândia. Aqui o Swazis continuaram com o processo da expansão conquistando pequenas e numerosas aldeias de grupos nómadas conhecidos por Sothos e também conquistaram tribos que falavam tungwa-nguni que veio a dar a configuração da actual Swazilandia). Mais tarde aproximadamente 1770 após 200 anos os povos de Swazi, ainda sob uma série dos chefes do clan de Dlamini retiraram-se da região das margens do rio de Pongola que hoje se chama rio Maputo e na África do Sul continua a ser Pongola, onde haviam vivido em grande fraternidade com os povos de Ndwandwe, moveram-se para o oeste através dos montes Libombos escalando-os sob direcção do seu rei Ngwane III estabeleceram o primeiro núcleo da nação de Swazi (bakaNgwane) perto de o que é agora Nhlangano. Quando os colonos europeus entraram na área durante o ano 1880, os Swazi fizeram-lhes concessões que puseram em perigo a independência do território. Uma convenção de Anglo-Boer de 1894 colocou Suazilândia sob a administração da União de África Sul (agora o República da África do Sul). A Swazilandia em 1903 passou a ser administrada por Transvaal  e em 1907 passou a ser administrada pelo Alto Comissariado Britânico para a África do Sul. Em 1967 Suazilândia tornou-se internamente auto-independente do Transvaal. A nação alcançou a independência total e oficial em  6 de Setembro de 1968, com rei Sobhuza II como rei do reino Swazi. O rei suspendeu a Constituição em 1973 e proibiu toda a actividade política. Sob uma nova constituição, promulgada em 1978, criou um parlamento bi-camaral e foi eleito indirectamente. Suazilândia é uma monarquia absoluta governada por instituições tribais tradicionais. A sua economia só começou a prosperar neste século embora tenha sido pobre no passado. A Inglaterra tencionava anexar a Swaziland à África do Sul, mas não o fez porque na época havia muitos conflitos raciais na África do Sul por causa do sistema implantado pelos bowers. Após a II guerra mundial a Inglaterra preparou o país para a independência que lhe foi dada a 6 de Setembro se 1968. Em 1921, depois de mais de 20 anos de regência pela rainha tribal Labotsibeni Gwamile Ndluli avó de Sobhuza II que o foi por ele ainda ser menor, tornou-se Ngwenyama (leão) ou cabeça da Nação Swazi. Ela convenceu os swazis a comprar em de volta as suas terras que as haviam vendido e feito permutas aos estrangeiros em troca de gado. Este povo estabeleceu-se na zona em meados do século XVIII quando ainda eram conhecidos como os Nkosi Dlamini e mais tarde como swazis. O rei Sobhuza morreu em 1982. Houve um concelho de estado para se saber qual das viúvas do rei governaria o reino e foi eleita sua viúva Dzeliwe Shongwe que regeu o país, depois foi substituída por uma outra das viúvas do rei Sobhuza, Ntombi Latfwala. Makhosetive foi coroado o Rei Mswati III em 1986. O rei e a sua mãe, que o título real é dela “Ndlovukazi” (Grande Elefanta), governam juntas o reino.  São povos orgulhosos e têm um modo de viver pacífico, são pessoas cheias de humor e são conhecidos como os latinos de África.  As vestes e tradições tribais sempre foram mantidas como orgulho nacional. O país é predominantemente cristão mantendo também as crenças e práticas étnicas como “nhanga” (curandeiros em português) estas práticas étnicas mantêm-se muito vivas entre o povo swazi, A área territorial que hoje é conhecida como sendo a Swazilandia, sempre foi habitada por vários grupos étnicos desde há muito tempo, na parte oriental do território foram descobertos vestígios da presença de humanos datados de 100.000 anos atrás pertencendo aos ancestrais homo sapiens. Os bushman (bosquimanos) são de longe os que mais vestígios deixaram entre os primeiros povos que habitaram a região, as provas são as das gravuras rupestres antigas nas caves onde habitavam. Os swazis na realidade chegaram ao território, num período bastante recente da história.  As suas origens são do Leste africano, nos arredores dos grandes lagos, falam a língua conhecida por chisswati, sendo esta língua de origem predominante e acentuada das línguas do grupo Nguni. No fim do século XV, e num processo generalizado da expansão em direcção ao sul dos Ngunis, os actuais Swazis atravessaram o Rio Limpopo para se fixarem no sul de Tongaland, parte do actual Moçambique. Esta travessia foi feita sob comando do seu régulo e chefe Dlamini I e permaneceram em Tonga cerca de 200 anos até se mudarem, e sempre por ordem do régulo, mas desta vez o Dlamini III, pararam nas terras férteis do vale de Pongola, situado na actual África do Sul. Mais tarde retiraram de Pongola porque  havia uma explosão demográfica e a terra começava a escassear para todos, começou a haver guerrilhas e os swazis foram vencidos, conscientes de que eles é que estavam a mais, acabaram por se retirar procurando outro local para se estabelecer. Já instalados nesta zona, a pressão económica acentuou-se e tb recomeçaram as escaramuças e as guerrilhas com os vizinhos da tribo/clã ndwandwe, mais uma vez se viram obrigados a retirarem-se para o actual centro da Swaziland e expandiram o território por absorção das conquistas das tribos Soho e baPedi, juntos, construíram um reino maior tanto em tribos unificadas como em terras, abrangendo uma área que era o triplo da actual e moderna Swaziland. Ngwane III estabeleceu as suas matrizes em Zomboze. O seu neto, Sobhuza, mais tarde expandiu o reino da Swaziland absorvendo as tribos e zonas Sotho, Tsonga e Nguni O seu mandato foi marcado pelo “Nfecane”, quando os zulus sob o régio/comando de Tshaka Zulu, ameaçavam a região toda com guerras violentas, Sobhuza encontrou-se diplomaticamente com Tshaka oferecendo-lhe 2 das suas filhas para mulheres/companheiras (tradição africana) e que Tshaka, aceitou o acordo e deixou-os viver em paz sob sua protecção o que acabou por trazer paz e prosperidade à sua governação e intentos, mas como  Tshaka Zulu respeitava pouco os acordos, mais tarde, os swazis sobre o comando de Sobhuza travaram uma batalha com os zulus, da qual saíram vencedores, os zulus estavam sob o comando de Dingane, na localidade chamada Lhatikulu. Sobhuza I é considerado o fundador da Swaziland pré colonial. Também se acredita que ele é que meteu o cultivo e consumo do milho, através dos portugueses que já o haviam introduzido em Moçambique vindo das Américas, no caso concreto do Brasil, tendo-se tornado a base de alimentação dos povos do sul de África e mais tarde também dos povos do centro e norte de África, o seu consumo deve-se aos portugueses. Na Swaziland e arredores ficou conhecido como mbila, nome que os nativos de Moçambique davam à pasta/massa triturada já extraída do milho e pronta a ser cozinhada. Na morte de Sobhuza I, a mãe Mswati II e filha de Sobhuza, tornou-se a rainha regente Até que Mswati II se tornasse adulto e maior de idade. Qdo Mswati II ascendeu ao trono, criou relações estreitas e amigáveis com os britânicos e bowers, vendo isso como única maneira de se defender e se sentir protegido dos ataques bárbaros dos poderosos zulus. A sua influência e poder desenvolveram-se gradualmente com o intuito de envolver áreas territoriais desde o Limpopo, a Norte do rio Pongola, e a sul e oeste do rio Crocodile. Em 1863 Mswati II atacou de surpresa parte da província de Lourenço Marques em Moçambique onde os portugueses tinham uma guarnição de soldados e isso trouxe o poder dos portugueses ao colapso porque os swazis conseguiram manter-se nalgumas zonas de Lço Marques durante 15 anos. Em 1865 quando Mswati morreu tinha deixado uma pequena nação, forte e agressiva que mais tarde se veio a chamar Swaziland, era regrada por uma classe coesiva. O rei Mswati foi o último rei verdadeiramente independente a reger a Swaziland e nos 100 anos seguintes não apareceu mais nenhum como ele. Seguiu-se um período de paz sob a regência da Rainha Mbanzeni. Na época, o relacionamento entre o povo swazi e os povos brancos que iam chegando e lá se fixavam, era amigável e cooperativo. Os swazis tratavam a ambos, tanto aos britânicos como aos bowers como aliados, no entanto ambos povos brancos, mas cada um individualmente, tinham os seus próprios planos e agenda de expansão. Os bowers procuravam solo arável e fértil e uma saída para o mar onde pudessem estabelecer o seu próprio porto para escoar as suas mercadorias e assim poderiam evitar o uso das zonas dominadas pelos poderosos e odiados ingleses. Os ingleses por sua vez não queriam perder o mercado providenciado pelos bowers que se encontravam muito bem organizados em termos comerciais. Para agravar a situação, foi encontrado ouro na Swaziland em 1882, provocou uma corrida de centenas de colonos europeus até à zona. Embora Mbanzeni afirmasse frequentemente que assegurava a soberania dos swazis, não teve nenhum controle sobre os brancos que acorreram à zona e viu-se coagido a fazer concessões de direitos de exploração, e esses direitos eram exactamente os de garantias de exploração contínua da terra. Em 1881, na Convenção de Pretória a Swazilandia teve a garantia de que iria ser independente mas as suas fronteiras já vinham delimitadas, a Independência significou a perda de grande parte do seu território que lhes pertencia e também significou que os ingleses e bowers poderiam continuar a administrar os seus vários interesses dentro da Swazilandia. A rainha Mbanzeni morreu em 1889 e foi sucedida pelo Rei Ngwane V também conhecido como o “rei Bunu”... Bunu quer dizer bower... Em 1894 sem consultar o reino da Swazi as duas potências brancas através de uma convenção concluíram que a República bower do Transvaal teriam o controle absoluto sobre a Swazilandia e cessaria assim o seu estatuto de reino independente. Após a guerra bower-saxónica de 1899-1902 a Inglaterra saiu vencedora e fez da sua Swaziland um protectorado e fez do Transvaal parte da União Sul Africana que era como se chamava a África do Sul na época, juntou ao Transvaal 2/3 da Swaziland. Assim a Swazilnadia teve um grande recuo económico e político. 2/3 do território Swazi ficaram directamente sob o controle britânico e os latifundiários dessas terras na sua maioria nem sequer estavam lá mais para as cultivar. O outro 1/3 manteve-se e ficou para uso exclusivo do povo swazi. Os britânicos nunca interferiram na maneira tradicional como o protectorado Swazi estava a ser administrado e governado pelo seu rei, contanto que essa governação não interferisse com os interesses da Grã-Bretanha. Havia uma espécie de dupla governação do reino (swazis e britânicos). Em 1899 o rei Ngwane morre e quem o substitui na governação é a mulher/viuva do rei Mswati II, Labotsibeni Mdluli. Neste período turbulento e conturbado os swazis foram saudar e desejar uma boa governação à rainha-mãe mesmo após a perda da soberania, ela lutou e fez muitos esforços para ter de volta a Independência e  os 2/3 de terras perdidas a favor do Transvaal, foram feitas muitas petições aos britânicos houve delegações swazis que foram influenciar com argumentos elementos favoráveis mas a maior parte dos argumentos legais perdiam-se com as técnicas da lei europeia. Labotsibeni a rainha-mãe, organizou uma campanha para comprar as terras de volta aos bowers e britânicos, para que isso acontecesse, muitos swazis tiveram que ir trabalhar  nas minas da África do Sul para se poder conseguir esse dinheiro. Gradualmente a terra foi sendo entregue de novo aos swazis e até 1968 cerca de 2/3 da área total perdida já estava nas mãos do povo e do reino swazi. Labotsibeni reconhecia que os tempos haviam mudado e havia necessidade de implementar e introduzir no país e ao povo a educação ocidental, ela própria mandou construir uma escola que foi a primeira e se chamou Swaziland National school e para exemplo, Sobhuza foi um dos primeiros estudantes desta escola, mais tarde foi para o colégio Lovedale na África do Sul, onde teve contactos com muitos futuros líderes de África, foi nesta época que ele se tornou membro fundador do ANC. Em 1922 o rei Sobhuza II, foi nomeado rei da Swaziland e tb instalado como chefe Supremo da Swaziland, substituiu a sua mãe Gwamile que havia sido rainha regente enquanto ele não atingia a maior idade. A sua primeira tarefa foi contestar as concessões que haviam sido feitas por Mbanzeni, após a falha do primeiro protesto o reino enviou-o para apelar com uma petição no Privy Council em Londres (em 1922). O reino swazi perdeu na petição porque carecia de teor técnico jurídico, apesar da sua legalidade. Em 1941 após muitas petições, os britânicos compraram um nº razoável de freehold’s - propriedades livres, disponíveis e juntamente com a coroa foi entregue ao reino